Quarta-feira, 24.05.17

O lado bom de Portugal

 

O sol

Somos um dos países da europa mais privilegiados, apesar de andarmos sempre a queixar-nos do frio e do calor. Vivemos num clima temperado, sem grandes oscilações de temperatura, nem tempestades que causem enormes danos. O sol aparece todo o ano, mesmo depois daqueles dias de inverno cheios de chuva, a lembrar que Portugal é diferente do resto da europa. Invernos pouco rigorosos e verões amenos trazem muitos turistas, visitantes e curiosos. E são a prova que a mãe natureza nos deu um grande presente.

 

A Criminalidade

Ao contrário do Brasil, por exemplo, não nos arriscamos a apanhar com um balázio de cada vez que saímos à rua. Não temos quase nenhuma criminalidade violenta e o povo português é na sua maioria pacífico e de brandos costumes. A polícia e o governo nada têm a ver com esta situação, já tendo demonstrado que são ambos atrasados e com pouca reação. Os eventos desportivos são onde se vê o lado pior, tanto da gente dos bairros que é maltratada pela sociedade, como por parte das forças de segurança que estão mal preparadas e mal formadas. Mas em Portugal é seguro andar em qualquer lado, mesmo não havendo polícias num raio de quilómetros. Se quisermos sair à noite, o maior perigo são mesmo os seguranças dos bares e discotecas, que passam o dia no ginásio para mais tarde despejarem nos clientes a testosterona acumulada.

 

Os portugueses

Os portugueses são em geral um povo acolhedor e simpático, dos mais amigáveis e abertos da europa. É certo que não temos a descontração de um país tropical, mas comparados com os habitantes do norte europeu, somos na verdade até bastante calorosos. E quando queremos, mas quando queremos mesmo, levamos tudo à nossa frente, o mundo e a racionalidade não nos detêm, nada consegue parar um português cheio de vontade em alcançar um objetivo visionário. No futebol é para onde são transportados todas as necessidades interiores de um nacionalismo exacerbado de que os próprios portugueses têm vergonha. Somos demasiado bons no desporto-rei para um país tão pequeno porque o que nos falta em conforto e qualidade de vida, sobra-nos no orgulho de sermos portugueses e é aqui que é exaltado o nosso espírito. Porque com todos os defeitos e problemas, o português foi aquele homem que pegou num barco frágil e deu a volta ao mundo. Nada é impossível para nós. 

 

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O lado mau de Portugal

 

Os Políticos

Portugal não é uma ditadura autoritária ou uma democracia com corrupção em todos os seus órgãos de estado. Mas há muitos anos que não tem uma classe política que seja merecedora. Ou aparecem vaidosos incompetentes que deitam tudo a perder com despesas excessivas, no meio do partidarismo e do serviço da máquina do estado a interesses privados; ou surgem tecnocratas que olham apenas para os números e não deixam de privilegiar os seus protegidos. Também há corruptos, mas estes tendem a ser um maior perigo para eles mesmo do que para a democracia de que tentam tirar vantagens. A política em Portugal é um emaranhado de jogos de interesses, que só não causa um mal maior devido ao crescente desaparecimento do papel do estado na economia.

 

Os portugueses

Há um tipo muito comum em Portugal, que é o  “espertinho”, aquele que acha que consegue ganhar uma vantagem comparativa às custas da esperteza saloia, pensando ele ser capaz dos mais hábeis negócios e de ultrapassar as mais difíceis situações. Resultado de um provincianismo bacoco que não se consegue despegar, o empresário português vive à custa de ideias geniais, cunhas, oportunidades únicas e um sem número de “projetos inovadores” que não passam de procedimentos rupestres que parecem brilhantes por lhes ser dado um nome em inglês. A criatividade está sempre atrasada uns anos e é plagiada de alguma coisa que viram numa viagem de férias. O empreendedorismo só existe quando há subsídios da União Europeia que possam pagar um alto salário aos sócios-gerentes. A economia é dominada por pequenas variáveis ridículas que não aparecem nos modelos macroeconómicos, como a “chico-espertice”, o rancor, a cunha, o favorzinho e a notícia do jornal sensacionalista. O economista transforma-se numa espécie de vidente e o empresário acredita se quiser.



publicado por Dita Dura às 18:18 | link do post | comentar

Terça-feira, 24.05.16

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publicado por Dita Dura às 12:34 | link do post | comentar

Sexta-feira, 29.04.16

Prepare-se para entrar num cenário sem lógica ou racionalidade. Não é a Quinta Dimensão, não é um filme de ficção, é sim a minha adorada cidade, o Porto.

Há três dias, estava eu preparado para ir para o meu treino de artes marciais, quando me deparo com a realidade que o meu carro fora rebocado. Os transeuntes avisaram-me, enquanto chamavam nomes aos fiscais. Fui buscá-lo e reparo que ultrapassei “a hora estabelecida no bilhete de estacionamento.”

fig1.JPGfigura 1

 

Este evento foi a gota de água, depois de ter sido autuado várias vezes pelos “controladores” do senhor Rui Moreira, às vezes por meia-dúzia de minutos a mais, estacionado em frente a minha casa (figura 1). Os “controladores” são uns sujeitos com aspecto de arrumadores que multam sem saber bem o que estão a fazer. O exemplo tinha ocorrido um dia antes, em que em vinte metros quadrados à volta de minha casa havia sete carros mal estacionados e apenas um foi multado, exactamente o que cumpria as regras do código de estrada. Sim, porque os outros estavam em cima do passeio, em zonas pintadas de amarelo e até um em cima da passadeira. O senhor presidente da Câmara do Porto resolveu multar o único que estava bem estacionado, porque tinha um bilhete que passava da hora (figura 2).

fig2.JPGfigura 2

 

Hoje de manhã, estava eu a sair para ir trabalhar às 9 horas, quando me vejo novamente sem carro. Os transeuntes ajudaram-me novamente a esclarecer que tinha sido bloqueado, chamando novos nomes aos funcionários camarários. Não é surreal, é verdade: o meu carro tinha sido multado pelos controladores às 8h36 (figura 3) e chamaram o reboque, que a Polícia Camarária fez questão de assinar o papel com a multa às 9h05. A justificativa desta vez é que “o bilhete de estacionamento não estava legível”. Sim, a falta de vergonha na cara não tem limites, tive de pagar em poucos dias 204 euros para tirar o meu carro das mãos destes senhores.

fig3.JPGfigura 3

 

Não sou rico, sou apenas um cidadão que achava que tinha direitos. Porque as leis foram feitas para servir os cidadãos, não os cidadãos para servir as leis. Mais ainda, estou numa cidade que amo e não saio daqui para ir trabalhar para outra, porque é o sítio a que chamo de casa: estas ruas e estas casas. Não admito que venha para aqui um homem estragar a minha casa. Não sei se isto é abuso de poder, tolerância zero ou simples falta de competência, nem me interessa. Sei que os portuenses não se ficam: sempre foi assim na História e continuará a ser assim. O senhor Rui Moreira não pode fazer isto, a mim e à minha cidade, não pode gozar com os portuenses. Está na hora de dizer basta e responsabilizar o senhor Rui Moreira por estes actos.



publicado por Dita Dura às 11:43 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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